Biografia

Wladimir Pomar nasceu em Belém do Pará, a 14 de julho de 1936, filho de Pedro Pomar e Catarina Torres. Desde os cinco anos, conheceu a vida da clandestinidade, pela perseguição que a polícia do Estado Novo de Vargas movia às atividades do Partido Comunista do Brasil (PCB), do qual seu pai era membro.

Começou a trabalhar aos doze anos, como aprendiz de linotipista, ao mesmo tempo em que fazia o ginásio. Depois trabalhou como repórter e redator nos jornais
Tribuna Popular e Classe Operária. Foi colaborador do jornal Movimento, diretor do Correio Agropecuário, além de repórter e diretor editorial de Brasil Extra.

Adquiriu formação técnica e trabalhou como técnico de planejamento e manutenção de máquinas pesadas da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (RJ) e Conselheiro Lafaiete (MG). Foi engenheiro de serviços da General Eletric, no setor de locomotivas, tendo trabalhado junto às estradas de ferro Leopoldina (RJ) e Leste-Brasileira (BA). Também trabalhou como engenheiro
de manutenção da Cerâmica do Cariri.

Militante político desde 1949, quando ingressou no PCB, Wladimir Pomar atuou inicialmente no movimento estudantil secundarista. Em 1951, estudou ajustagem
mecânica no SENAI, trabalhou na Arno e participou no movimento sindical metalúrgico.

Em 1962, fez parte do movimento que deu origem ao PCdoB. Em 1964, foi preso na Bahia, por ação de resistência ao golpe militar. Solto no final deste ano, devido
a habeas corpus, foi julgado e condenado à revelia. Depois de 1964, colaborou com a imprensa partidária e desenvolveu suas atividades políticas principalmente no interior de Goiás e do Ceará, aqui entre os sindicatos de trabalhadores rurais.

Viveu na clandestinamente até 1976, quando foi preso novamente. Desta vez, durante uma ação militar que assassinou três dirigentes do PCdoB, no bairro da
Lapa (SP), um dos quais seu pai.

Foi libertado pouco antes da Anistia, em 1979. Neste mesmo ano, desligou-se da direção do PCdoB. Ingressou no Partido dos Trabalhadores, integrando entre 1984 e 1990 a executiva nacional do PT, onde foi responsável pela secretaria nacional de
formação política, atividade que acumulou com a coordenação do Instituto Cajamar. Em 1986, participou da coordenação da campanha de Lula a deputado federal
constituinte. Durante as eleições presidenciais de 1989, foi coordenador-geral da campanha Lula.

Wladimir Pomar é autor de diversos estudos e livros sobre a China, entre os quais O enigma chinês: capitalismo ou socialismo (Alfa-ômega, reeditado pela Fundação Perseu Abramo); China, o dragão do século XXI (Ática); A revolução chinesa (Unesp) e China: desfazendo mitos (Página 13 e Publisher Brasil).

É autor, também, de uma trilogia sobre a teoria e a prática das tentativas de construção do socialismo, ao longo do século 20: Rasgando a cortina (Brasil Urgente), Miragem do mercado (Brasil urgente) e A ilusão dos inocentes
(Scritta).

Outra vertente de suas obras aborda a história do Brasil e da esquerda brasileira. É o caso de Araguaia, o partido e a guerrilha (Brasil Debates) e de Pedro Pomar:
uma vida em vermelho (Xamã, reeditado pela Fundação Perseu Abramo); Quase lá, Lula e o susto das elites (Brasil urgente, reeditado pela Página 13) e Um mundo a ganhar (Viramundo); O Brasil em 1990 e Era Vargas: a modernização conservadora (Ática); Os latifundiários (Editora Página 13); Brasil, Crise Internacional e Projetos de Sociedade (FPA).

Recentemente publicou uma coleção de 4 volumes, intitulada A dialética da história (Editora Página 13). E está no prelo um livro sobre Cuba.

Nos últimos trinta anos, publicou e deu entrevistas para diversos jornais e revistas, colaborando regularmente com o Correio da Cidadania e com a revista Teoria
e Debate.

Grande parte de seus textos ainda não foi organizado para consultas, nem publicado em formato de livro. É o caso do romance inédito O nome da vida. No prelo, uma coletânea de seus textos políticos. Parte desta produção pode ser acessada no blog wladimirpomar.com.br

Casado com Rachel, é pai de três filhos, avô de 11 netos e 4 bisnetos.