Aproximando as nações

WPO | SID | Aproximando as nações, out. 2007.

 

 

Falar sobre intercâmbio cultural entre e Brasil e China pode parecer fácil quando começamos a estruturar o texto.

Primeiramente pensamos em citar as diferenças, a história, os hábitos, as formas… Mas tudo se perde quando decidimos não tornar o texto repetitivo ou enfadonho.

Não cabe citar os quase seis mil anos de história escrita, não cabe falarmos de Confúcio, hierarquia e burocracia quando queremos falar de China. Da mesma forma não cabe falarmos de colônia, miscigenação, de luta, democracia, samba, futebol e carnaval quando queremos falar de cultura brasileira.

O tema é bem mais amplo e complexo que isso. Como algumas coisas na vida, a teoria serve para muito pouco e a prática dessa integração é no mínimo surpreendente. Quando iniciamos os estudos em busca de explicações palpáveis para a invasão chinesa em nossas vidas, chega o momento em que pensamos estar seguros e aquela imensa ignorância a respeito do assunto parece diminuir. Só que essa sensação acaba quando nos deparamos com um chinês, ou quando chegamos na China.

A lógica parece se inverter, quando, por exemplo, ouvimos um “sim”, duvide! Isso pode ser um categórico “NÃO”! Mesmo que você não seja um adivinha, não há dúvidas que terá de tentar decifrar esse e mais alguns vários “enigmas chineses”.

Depois daquele sentimento de “frustração” essa prática começa a se tornar divertida a ponto de desafiar àqueles que insistem nessa grande aventura de unir as culturas chinesa e brasileira!

Imagine um chinês dançando samba ou um brasileiro tomando água quente nas refeições…. Há quem já teve o privilégio de ver alguns chineses tomando o cafezinho de colher! Como se fosse sopa!

Essas pequenas demonstrações de desconhecimento dos hábitos e da cultura fazem com que a gente sinta uma vontade imensa de entendê-los melhor.     É difícil encontrar no Brasil empresas, entidades ou organizações que entendam de verdade da cultura e que possam, com cátedra, transmitir esses conhecimentos às pessoas interessadas em desvendar a China.

O ICOOI tem este objetivo, busca minimizar essa distância promovendo eventos culturais em feiras brasileiras na China, trazendo eventos chineses para o Brasil, aproximando as pessoas e abrindo canais de comunicação entre os países. Sua mantenedora, a BWP tenta aliar os negócios comerciais à promoção do Brasil e tem tido bons resultados.

Os eventos realizados possibilitaram ao povo chinês o conhecimento de algumas artes brasileiras, como a música, do Nino Karva e Spok Frevo e o cinema, através do Festival de Cinema do Rio de Janeiro de 2007. Também apresentou obras da literatura do Brasil traduzidas para o mandarim, situando o cidadão chinês no tempo e na história. Apresentou às crianças chinesas a oportunidade de aprenderem futebol com professor brasileiro, trouxe exposições de arte chinesa para o Brasil dentre outras atividades.

Agora, para 2008, o Instituto planeja comemorar os 50 anos de bossa nova na China levando um grande expoente desse estilo musical, João Donato, um artista de renome no Brasil e no mundo para se apresentar em Beijing.  Um outro plano é enriquecer o intercâmbio cultural através de oficinas de samba e apresentações do gênero em diversas cidades da China. Além disso, vislubra mostrar exposições sobre a Amazônia, sobre a história do futebol e do café, ampliando cada vez mais o conhecimento, integrando as nações.s para aumentar ainda mais o intercâmbio cultural.

Desta forma, é possível diminuir a distância e promover a união daquilo que podemos chamar de “tradução clara de um povo”, a sua cultura.

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *