Partidos políticos asiáticos

Correio da Cidadania

WPO | ART | CCD | Partidos políticos asiáticos, n. 414, 11 set. 2004.

 

 

Informação talvez não difundida no Brasil: em 34 países asiáticos, existem 83 partidos políticos. Eles já realizaram duas ICAPP – Conferência Internacional de Partidos Políticos Asiáticos. A primeira foi nas Filipinas, em 2000, e a segunda na Tailândia, em 2002. Agora, sob os auspícios do Partido Comunista da China – PCC, desde 03 de novembro estão realizando a terceira em Beijing, com 300 delegados, tendo como tema “Intercâmbio, Cooperação e Desenvolvimento”.

Na abertura estiveram presentes a presidente da União Nacional dos Democratas Cristãos e Muçulmanos – Lakas, Glória Macapagal-Arroyo, presidente das Filipinas; o presidente do Partido Rak Thai, Thaksin Shinawatra, primeiro-ministro da Tailândia; o vice-presidente do Partido Popular e primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen; e o presidente da comitê de inspeção do Partido dos Trabalhadores da Coréia do Norte, Pak Yong Sok. Observadores da Internacional Socialista e de partidos políticos da África do Sul, Alemanha, Austrália e Rússia acompanham os trabalhos.

O vice-presidente do PCC, Zeng Qinghong, abriu a sessão inaugural, apresentando quatro pontos que o PCC considera essenciais. Primeiro, com base nos princípios de diversidade e progresso gradual, construir novos canais de cooperação regional e multilateral. Segundo, buscar um terreno comum de contato, procurando a cooperação ao invés da confrontação, e o consenso ao invés da imposição. Terceiro, tendo por base a Carta das Nações Unidas e os Cinco Princípios de Coexistência Pacífica, buscar a solução das disputas e a eliminação das diferenças. E, quarto, trabalhar em conjunto para se tornarem mais fortes e alcançarem uma nova era de reciprocidade e desenvolvimento comum.

Desse modo, o PCC não só conduz a política do Estado chinês para derrubar as barreiras comerciais e intensificar a cooperação econômica, os investimentos mútuos e o intercâmbio tecnológico e de pessoal. Ele atua no terreno partidário regional para criar um ambiente de harmonia e segurança, na crença de que as diferenças ideológicas e de sistemas sociais, ou os contenciosos históricos, não devem constituir obstáculos para incrementar o diálogo e a cooperação regional pelo desenvolvimento.

 

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

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